IR: falta de antivírus ameaça 2,4 milhões
Cerca de 10% das declarações são feitas em computadores sem qualquer proteção, diz Lígia Tuon e Marcos Burghi
Os contribuintes precisam ter muito cuidado com os computadores nos quais vão elaborar e enviar suas declarações de Imposto de Renda Pessoa Física 2010(IRPF).
Levantamento da Symantec, empresa especializada em segurança virtual, concluiu que cerca de 2,4 milhões de contribuintes devem acertar as contas com o Leão a partir de máquinas sem qualquer programa de proteção contra ladrões cibernéticos.
O número equivale a 10% do total de declarações esperadas pela Receita Federal do Brasil para este ano e tem como base as pesquisas da empresa para desenvolvimentos de produtos para segurança de computadores.
Almir Meira, professor de Segurança da Informação e Redes da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), afirma que o acesso a informações constantes na declaração de IRPF permite uma radiografia completa da vida financeira da vítima.
Segundo ele, há dois tipos de programas que podem atrapalhar a vida dos contribuintes: os invasores que capturam senhas bancárias a partir da “tradução” do código digitado e aqueles que fotografam as páginas com as informações. “Se os invasores se instalaram, eles agem também nas páginas verdadeiras”, explica.
Meira recomenda a instalação de programas de segurança, além de mantê-los atualizados. “Os antivírus gratuitos são bons, mas não mapeiam todas as possibilidades de invasão”, afirma. Fabiano Tricarico, gerente nacional de vendas da Symantec no Brasil, alerta que as tentativas de invasão podem chegar por diferentes caminhos: e-mail, msn, mensagens indesejadas (spam) e até por acesso a sites contaminados.
Ele diz que o perfil dos hackers mudou. “Começaram agindo para estragar arquivos e se tornarem conhecidos. Hoje querem ficar anônimos e buscam lucros financeiros”, diz. Tricarico afirma que o imposto de renda se tornou a isca do momento para os ladrões virtuais.
O agente de turismo José Galeano, 46 anos, afirma que costuma fazer a declaração de IR em seu computador pessoal. “Tenho antivírus gratuito, mas não sabia desses riscos. Vou ficar mais atento”.
O motorista Dimas da Silva, 50 anos, conta que ouviu de amigos sobre problemas que a declaração elaborada e enviada em computador desconhecido pode causar. “Não tenho o costume nem de fazer compras pela internet por causa disso.
Para evitar problemas, costuma entregar a declaração em lotéricas.
O também motorista Mario Luiz Dias, 43 anos, afirma que ele e a mulher fazem a declaração no computador que têm em casa. “Não tenho nenhum antivírus instalado”, conta.
O auxiliar de serviço Ricardo Teixeira, 40 anos, também é adepto da declaração feita em lotéricas. “Acho mais seguro”, diz.
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